Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFF

PROJETO PEDAGÓGICO

CURSO: Arquitetura e Urbanismo
TITULAÇÃO: Bacharelado
HABILITAÇÃO: Arquiteto e Urbanista

PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO (PPC)

Formulário n° 01 – Apresentação/Histórico/Justificativa

Em razão do envolvimento do arquiteto e urbanista com a produção do ambiente e dos espaços necessários ao pleno desenvolvimento das atividades humanas, a proposta para a formação do profissional em Arquitetura e Urbanismo da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense-2014 reivindica, em seu Projeto Político e Pedagógico, a universidade como espaço privilegiado da produção interdisciplinar do conhecimento que se expressa em sua estrutura curricular através da indissociabilidade entre as atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Envolvida com as dimensões estética e tecnológica da produção dos espaços necessários às vivências humanas, a formação em Arquitetura e Urbanismo pressupõe um projeto pedagógico permeável à complexidade das relações de autonomia e heteronomia que se estabelecem entre arte, cultura e ciência.

Por essa razão, este projeto não apenas atende às diretrizes da própria lei que preconiza, para o ensino de Arquitetura e Urbanismo, a formação de um profissional generalista, mas procura traduzir em seus projetos e intervenções as demandas socialmente determinadas pela realidade brasileira.

Resultado das ações que buscam constituir este perfil de profissional, desde sua criação, a Escola construiu uma forte referência pedagógica através de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão nas áreas de Projeto, Teoria e História da Arquitetura e Habitação e Urbanismo e Patrimônio Cultural.

Expressa pelo interesse em nosso curso por inúmeros estudantes de instituições nacionais e internacionais, essa reputação tem como referência, entre outras, a atenção permanente das atividades relacionadas ao acompanhamento, adequação e atualização, conforme a diretriz curricular, atualmente definida pela Resolução MEC nº 02/2010, que vão desde a criação de novas disciplinas obrigatórias, eletivas e optativas, até à revisão constante das normas relativas ao Trabalho de Conclusão de Curso, das disciplinas Viagens de Estudos e pela atuação permanente de seu corpo docente e discente em intervenções em áreas de urbanização precarizada e em espaços e edificações de interesse histórico e patrimonial no Estado do Rio de Janeiro.

Na elaboração deste novo projeto curricular, a organização pedagógica e seus desdobramentos didáticos pautaram-se, na última década, em consistente e estruturado processo de análise e questionamento do atual currículo, em estreita colaboração com os Departamentos que compõem o Colegiado de Curso da Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFF.

A CRIAÇÃO DO CURSO

O curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense foi criado em

Formulário n° 02 Princípios norteadores

Em 2012, um grupo de professores foi escolhido, por indicação dos colegiados dos departamentos de ensino com maior participação no curso, para a formação do NDE – Núcleo Docente Estruturante. O grupo recolheu e analisou diversas contribuições, avaliações e questionamentos realizados pelas coordenações anteriores, tendo como objetivo definir as diretrizes de um novo Projeto Político Pedagógico que tivesse um potencial de capacitação adequado às presentes e futuras demandas da sociedade.

A partir da oficialização do NDE no início de 2013, este Núcleo, em trabalho conjunto com o Colegiado de Curso e buscando sempre a participação dos alunos, iniciou o trabalho de organização e definição do novo Projeto Político Pedagógico. Coordenado pelo NDE em seus desdobramentos didáticos, este trabalho partiu do exame das relações entre as atividades e conteúdos das disciplinas, com o objetivo de ajustar ementas e pré-requisitos e melhorar a localização e a distribuição de cada uma delas no fluxograma do curso. Para estes ajustes foi fundamental, na composição do NDE, a presença e a experiência de vários ex-coordenadores de curso.

Apesar de se caracterizar como uma proposta de reforma curricular, elaborada em conformidade com a diretriz curricular definida pela Resolução MEC nº 02/2010, o princípio norteador deste novo Projeto Político Pedagógico, além de cumprir dispositivos legais e institucionais, é preservar e aprofundar as características consagradas do curso, em especial a preocupação com a formação de um profissional generalista, atento e crítico aos aspectos sociais da Arquitetura e Urbanismo e aos aspectos do desenvolvimento tecnológico que envolvem a profissão. Tem ainda a intenção de propiciar um ambiente acadêmico fundado na indissociabilidade entre a pesquisa, o ensino e a extensão.

Na avaliação do currículo implantado em 1995, as principais críticas coligidas através de seminários, em questionários respondidos por alunos e através das experiências de outros cursos, apontavam para a correção de problemas identificados como obstáculos para que a uma formação capaz de oferecer ao aluno uma visão mais articulada e complementar entre os conteúdos ministrados ao longo dos períodos do curso. Neste sentido, diversas foram as estratégias adotadas de reorganização da estrutura curricular, de forma a garantir a unidade articulada entre a transmissão e recepção dos conteúdos e saberes abordados nas diferentes disciplinas e atividades de pesquisa e extensão.

É sabido que, pela natureza de sua intervenção os profissionais da arquitetura e urbanismo trabalham cada vez mais em equipes multidisciplinares. Assim, as principais diretrizes deste novo projeto pedagógico têm como horizonte possibilitar ao aluno uma maior compreensão das relações inter e transdisciplinares de sua formação.

Finalmente, as mudanças propostas contemplam a migração dos estudantes para o novo currículo, visando que a maior parte deles possa delas se beneficiar, inclusive quanto ao reconhecimento das Atividades Complementares e do Estagio Profissional Supervisionado, aquisições importantes em relação ao currículo atual. A adaptação dos alunos será feita através do quadro de equivalências entre disciplinas e dispositivos de transição que minimizem problemas de integralização curricular. Os direitos dos que legalmente puderem e desejarem permanecer no antigo currículo serão respeitados.

Formulário n° 03  –  Objetivos

A graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense, desde sua criação, objetiva uma formação voltada para o entendimento da complexidade e contraditoriedade envolvidas nas relações entre campo e cidade expressas nos processos de formação, produção e ocupação dos espaços na realidade brasileira. Uma formação capaz também de dialogar e, sobretudo, responder criticamente a esta realidade, através de intervenções coerentes com a urgência necessária à universalização do direito à urbanidade e qualidade de vida do ambiente construído.

Por outro lado, a rapidez das inovações tecnológicas e sua influência, desde os processos de concepção dos projetos arquitetônicos e urbanísticos até a sua realização impõem, por sua vez, mais a necessidade também prioritária de acompanhamento e atualização e constante destes conhecimentos, bem como avaliação sistemática de suas contribuições efetivas ao ensino, à formação e prática profissional. Formação que, embora fundamentada na autonomia da produção científica e pedagógica da universidade, se complementa no diálogo necessário com as entidades e os órgãos representativos da profissão, como o Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU, o Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB e o Sindicato de Arquitetos e Urbanistas do Rio de Janeiro – SARJ.

Neste sentido, os objetivos deste Projeto Político Pedagógico visam:

– Procurar a devida articulação com o Plano de Desenvolvimento Institucional da UFF, em todos os aspectos que garantam a qualidade e autonomia da Universidade Pública Brasileira.

– Envolver o estudante de arquitetura e urbanismo com questões relacionadas com a ética da profissão e da disciplina.

– Requalificar o ensino do desenho como um importante instrumento de comunicação, diálogo, pensamento e trabalho do arquiteto e urbanista.

– Sensibilizar e aprimorar a compreensão do estudante de arquitetura para a necessidade do ensino dos sistemas estruturais e da tecnologia da construção, como elementos fundamentais da concepção e expressão estética e científica da arquitetura.

– Implantar um processo contínuo de avaliação curricular e reivindicar melhores condições para o ensino, pesquisa e extensão (instalações, biblioteca, laboratórios, equipamentos, salas de aulas) necessárias para a implantação do novo currículo.

O perfil profissional delineado por este projeto pedagógico não se diferencia daquele praticado ao longo da história desta Escola de Arquitetura e Urbanismo e reivindica os acertos de uma sólida formação crítica e compromissada com a melhoria das condições arquitetônicas e urbanísticas a que estão submetidas parcelas significativas da população brasileira.

Formulário n° 04 Perfil do Profissional

O perfil profissional almejado por este projeto pedagógico não pretende se diferenciar daquele praticado ao longo da história desta Escola de Arquitetura e Urbanismo. Principalmente em relação aos aspectos de uma sólida formação crítica e compromissada com a melhoria das condições arquitetônicas e urbanísticas a que estão submetidas grandes parcelas da sociedade brasileira.  Entretanto e justo para melhorar a eficácia e atualização, este projeto pedagógico visa reforçar os meios didáticos propiciadores de uma formação ainda mais sólida e melhor organizada para garantir   segurança e ética no exercício profissional.

O corpo discente que ingressa nesta graduação é formado por uma grande maioria de estudantes residentes nas cidades do Niterói e Rio de Janeiro e suas periferias como Baixada Fluminense e municípios do Vale do Caceribú, porém é observado ainda um número crescente oriundo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e outras cidades do estado. Por vezes, se inscrevem estudantes de cidades limítrofes do estado São Paulo e Minas Gerais. Através de convênios internacionais temos enviado alunos para diversos países estrangeiros, especialmente Europa (Portugal, Espanha e França) e, também somos procurados por alunos estrangeiros, latino americanos e do continente africano. De um modo geral, nosso aluno é de classe média baixa, desmistificando a ideia de um ensino totalmente elitizado desde suas bases discentes.

Nosso corpo docente, também possui um perfil de origem semelhante, tendo sido bastante renovado nos últimos anos. Um expressivo percentual dessa renovação é composto de ex-alunos da Escola.

Durante a graduação será definido o perfil geral do profissional egresso, ainda que, após a mesma, dada a multiplicidade de vertentes de atuação da Arquitetura e Urbanismo diferentes rumos de atuação possam ser tomados. Todavia a proposta geral do projeto pedagógico é a formação de um profissional generalista formado a partir de um ambiente acadêmico que defende e pratica a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

Para tanto, durante a graduação, todas as matérias profissionais previstas em lei são oferecidas e seus conteúdos distribuídos no elenco das disciplinas e atividades obrigatórias previstas. O ensino contempla todas as áreas voltadas ao fazer arquitetônico, urbanístico e paisagístico (História e Teoria da Arquitetura e do Urbanismo, Técnicas retrospectivas, Projeto de Arquitetura, Projeto de Urbanismo, Planejamento Urbano e Regional, Projeto de Paisagismo, Tecnologia da Construção, Sistemas Estruturais, Conforto Ambiental, Topografia, Informática aplicada, estudos sociais e ambientais, desenho e métodos de pesquisa). Além disso, técnicas retrospectivas, conforto ambiental e principalmente o estudo e a viabilização de propostas para a habitação popular, um diferencial histórico, são trabalhados. Possibilidades de aprofundamento em certas áreas são oferecidas através da oferta de um elenco de optativas, oferecidos de acordo com a disponibilidade departamental.

O curso de acordo com as Diretrizes legais prevê a formação de um profissional generalista, pleno de competências e habilidades necessárias á pratica profissional.  E conforme preconizado em lei, estimular a formação de um profissional apto para criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo. Compromissado e ético com a pratica e o desenvolvimento da profissão, com a sustentabilidade ambiental e capaz de perceber o patrimônio arquitetônico, urbanístico e paisagístico como obra de construção e direito coletivos. Crítico e defensor do direito de pensar criticamente. Sensibilizado para a nossa realidade sócio-espacial e cultural. Enfim, um profissional humanista e crítico, capaz da compreensão e do diálogo com áreas afins da arquitetura e do urbanismo e sensibilizado para a resolução dos problemas enfrentados pelas pessoas, grupos sociais e sociedades, em especial a brasileira. Para tanto deve ter desenvolvida a dimensão crítica, a criatividade, a capacidade de diálogo, a competência técnica atualizada e o respeito com as ideias desenvolvidas pelas populações mais carentes, com as culturas e memórias locais, bem como ainda com o meio ambiente e suas manifestações de vida. Concomitantemente, estar capacitado para a uso de tecnologias mais avançadas e capazes de contribuir no enfrentamento de problemáticas arquitetônicas e urbanísticas de grandes aglomerações humanas, como as verificadas nas grandes metrópoles brasileiras e suas periferias, mas sempre buscando preservar, ou mesmo ampliar aspectos diretamente ligados à qualidade de vida.

Formulário n° 05 Organização Curricular

O Projeto Político Pedagógico da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense apresenta a organização do currículo e seu elenco de disciplinas e atividades dispostos por períodos, através da grade curricular ou fluxograma de graduação. Esta disposição resulta de diversas reuniões, tanto do NDE – Núcleo Docente Estruturante, do Colegiado de Curso ou, ainda em reuniões ampliadas envolvendo toda a comunidade escolar.

Esta proposta de ensino de graduação envolve a oferta de disciplinas obrigatórias ministradas por sete departamentos distintos da Universidade Federal Fluminense, cujas siglas aparecem no fluxograma junto aos respectivos nomes das disciplinas: o Departamento de Arquitetura (TAR) e o Departamento de Urbanismo (TUR), representam um percentual maior de disciplinas oferecidas, juntos compõem a estrutura departamental da Escola de Arquitetura e Urbanismo (TCA). Ainda existem disciplinas que, por seu caráter interdepartamental, estão ligadas à Coordenação do Curso de Arquitetura e Urbanismo (TGA). A seguir, o Departamento de Engenharia Civil (TEC) e o Departamento de Desenho Técnico (TDT) oriundos da Escola de Engenharia, o Departamento de Artes (GAT) do Instituto de Artes e o Departamento de Topografia (GAG) oriundo do Instituto de Geografia.

O NDE avalia positivamente essa estrutura multidepartamental, uma vez que está vinculada ao entendimento da universidade enquanto espaço voltado para a diversidade de saberes em convívio. Além do compartilhamento de equipamentos de maior custo como laboratórios e outras bibliotecas, a presença de diversos departamentos de outras unidades no curso de graduação endossa a arquitetura e o urbanismo como campos de conhecimentos revelados e ampliados através da inter e transdisciplinaridades.

Em relação ao ciclo de fundamentação deste currículo são indicados verbos orientadores para a formulação da proposta e utilizados como princípios didáticos norteadores, tais como: estimular, seduzir, sensibilizar, compreender; no intuito de atender reivindicações discentes, e mesmo docentes, sobre a ausência de estímulos relacionados com experimentações mais diretas da Arquitetura e Urbanismo.

Desde o primeiro período é pensado um elenco de disciplinas que, ainda que relacionadas com conteúdos de fundamentação objetivam transmitir a compreensão da importância e diversidade das funções da arquitetura e do urbanismo na sociedade contemporânea, bem como dos papeis sociais do arquiteto e urbanista. A disciplina “Arquitetura, Urbanismo e Sociedade” enfatiza a compreensão dos conceitos mais utilizados, amplitude e objetivos sociais da Arquitetura e do Urbanismo, aspectos que devem ser compreendidos e valorizados antes de serem apresentadas as questões de projeto e de teoria.

A disciplina Fundamentos para a Modelagem dos Sistemas Estruturais, situada no primeiro período letivo é introdutória aos princípios físicos e matemáticos indispensáveis para as análises estruturais e também, através da utilização de modelos ilustrativos e didáticos, volta-se para fins de compreensão da dinâmica do funcionamento em relação aos esforços solicitantes atuantes. Esta disciplina representa o esforço conjunto para aprimorar os aspectos didáticos e de compreensão dos conteúdos das disciplinas relacionadas ao ensino dos Sistemas Estruturais. Historicamente, ao longo do curso, tais disciplinas, ministradas por docentes do Departamento de Engenharia Civil apresentam altos índices de reprovação e determinavam até a evasão escolar na graduação desta Escola. Para tanto, após diversas reuniões foram reorganizados seus conteúdos de modo articulado com as experiências projetuais praticadas pelos alunos.

Em relação aos demais períodos foram sugeridos verbos como organizar, integrar, conduzir, que remetem a junção da fragmentação anteriormente criticada e possibilitam a maior integração entre as diversas disciplinas, considerando a complexidade gradual de seus conteúdos e suas inter-relações de seus aspectos teóricos e práticos com as demais disciplinas cursadas no período letivo ou na sequencialidade horizontal.

As disciplinas de projeto como momentos de síntese e aplicação dos conteúdos ministrados pelas diferentes disciplinas. Nesse sentido, o ensino da disciplina Projeto de Arquitetura foi amplamente discutido e revisado para fins de garantir avanços e melhoras na produção arquitetônica na graduação, motivando diversas alterações e o redesenho da organização curricular. Foram reforçados os estudos iniciais de concepção da forma, as articulações com o ensino de representação gráfica e uma nova disciplina de projeto de arquitetura foi implantada no oitavo período, voltada para o aprofundamento da parte executiva.

A principal alteração introduzida neste currículo é a proposta de criação de dois momentos de integração temática no curso, mais precisamente no quinto e oitavos períodos quando uma temática comum será abordada em seus diferentes aspectos pelas disciplinas integrantes do período. As integrações temáticas são períodos em que uma disciplina de projeto conta com o apoio direto de outras disciplinas trabalhando sobre uma temática comum.
No quinto período é proposta a primeira integração temática voltada para a produção do objeto arquitetônico e suas relações mais imediatas com o meio urbano, abordadas no projeto de paisagismo de modo integrado. Subsídios para a compreensão e elaboração de um projeto tecnicamente viável são propiciadas pelas disciplinas de instalações, materiais e sistemas estruturais. Sendo assim a partir do quinto período o estudante estará dotado de uma compreensão sólida dos princípios de funcionamento e estruturação do objeto arquitetônico e de sua inserção na paisagem, podendo partir para os projetos de maior complexidade que serão abordados nas disciplinas de projeto dos períodos seguintes, tais como projeto de Restauração, de Edificações de Interesse social (Habitação Popular) e dois projetos de arquitetura voltados para a ampliação de aspectos executivos.

No oitavo período ocorre a segunda integração temática, que contempla mais profundamente aspectos e relações com a cidade e a escala urbana. Nesta, a disciplina Projeto de Urbanismo III, dada a complexidade das intervenções desta natureza, sempre vinculadas com questões urbanísticas se vincula ao Planejamento Urbano e Regional, debruçadas sobre uma temática comum e trabalhada de modo integrado. A Viagem de Estudos II, também articulada é a oportunidade de convívio real em maior imersão nos múltiplos aspectos da realidade urbana estudada no período.

Esta abordagem da Arquitetura e Urbanismo em sua totalidade, de modo trans e interdisciplinar é a que mais se aproxima da prática profissional e é esperado que propicie momentos de profícuo amadurecimento para estudantes e mesmo professores, uma vez que rompe com o entendimento da disciplina enquanto “caixa isolada”.

Para a obtenção dos resultados esperados será necessário que o estudante se matricule em todas as disciplinas das integrações temáticas, forçando deste modo a um alinhamento em dois períodos chaves ao longo do curso e minimizando, deste modo, o curso aleatório do fluxograma. Estrategicamente alocados, o quinto período sinaliza para a entrada na fase profissional e o oitavo encerra a mesma e prepara para a fase conclusiva do curso que culmina com o Trabalho Final de Graduação.

O nono período, período de síntese da preparação do TCC, contemplando as novas disciplinas Estágio Supervisionado & Exercício Profissional e Introdução ao TCC. A primeira será a oportunidade de trabalhar com relatos e exercícios de estudantes sobre as suas experiências de Estágio Supervisionado como referências para se pensar o Exercício Profissional, apresentando ainda diversos aspectos deste exercício profissional a serem considerados quando egressos. Nesta disciplina, serão validadas as atividades de estágio profissional dos alunos, cumprindo o que estabelece a Diretriz Curricular, que entende o estágio com conteúdo curricular obrigatório. A disciplina Introdução ao TCC trabalha as bases conceituais, de pesquisa e aspetos norteadores para a confecção do Projeto do Trabalho de Conclusão de Curso, antecipando a fase inicial de elaboração do documento que antecede o TCC que, em alguns casos consome muito tempo do estudante. A intenção é garantir trabalhos melhor fundamentados e, sendo assim, possibilitar maior tempo de dedicação e segurança no trato do Trabalho de Conclusão de Curso.

No décimo período letivo o estudante dá continuidade ao seu Trabalho de Conclusão de Curso, podendo cursar o mesmo em até três períodos dependendo do tempo que tiver livre para completar sua integralização curricular.
A estrutura curricular foi organizada de forma que a carga horária máxima semanal das disciplinas obrigatórias fosse de 30 horas nos cinco primeiros períodos, a intenção é reduzir gradativamente esta carga nos períodos subsequentes dando maior tempo para a realização do estágio supervisionado, atividades acadêmicas complementares e disciplinas optativas e eletivas. São exigidos 225 horas de optativas a partir do sexto período e 90 horas de eletivas desde o segundo período. O Trabalho de Conclusão de Curso, o Estágio Supervisionado e as atividades acadêmicas complementares são regulamentadas conforme recomendação legal. Estão previstos um número mínimo de 180 horas de AAC (Atividade Acadêmica Complementar), sendo que não existe uma equivalência direta das cargas horárias e sim uma tabela de valor-hora para as diferentes atividades. O TCC também determina uma carga de 180 horas em suas atividades e o Estágio Supervisionado determina uma carga mínima de 165 horas cumpridas.

Formulário n° 06 Acompanhamento e Avaliação

Os processos de acompanhamento e avaliação permitem que as prescrições do Projeto Pedagógico do Curso, assim como as ações e meios que as implementam, possam ter suas qualidades verificadas, fornecendo subsídios para o aperfeiçoamento continuo da graduação em Arquitetura e Urbanismo, honrando seu compromisso de formar quadros que, como profissionais e cidadãos, possam solucionar, com eficiência, as demandas da sociedade por suas especialidades e promover, com ética, suas próprias necessidades materiais e de qualidade social.

O Governo Federal atua através do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES, com o objetivo de assegurar o processo nacional de avaliação das instituições de ensino superior, dos cursos de graduação e do desempenho acadêmico de seus estudantes, sendo implementado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP.

Uma das ações do SINAES é a realização periódica do ENADE – Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes com a participação de alunos no final do primeiro e último ano, com verificação de aprendizagem e consultas sobre as condições de oferta do uso. Outra ação do SINAES, influenciada pelos resultados do ENADE, se refere a atuação das comissões de especialistas que avaliam in loco as dimensões didático-pedagógica, a capacitação do corpo docente e as condições de infraestrutura física do curso.

Serão promovidas iniciativas de esclarecimento e discussão, mobilizando discentes, docentes e gestores acadêmicos, sobre estas modalidades de avaliação externa que, inclusive, influenciam a manutenção do reconhecimento do curso e a visibilidade, perante a sociedade, de suas qualidades.

A Universidade Federal Fluminense – UFF, com objetivo de atender a legislação em vigor, estabeleceu em sua sistemática de Avaliação Institucional um elo entre a avaliação externa e a avaliação interna. A avaliação interna é coordenada pela Comissão Própria de Avaliação – CPA/UFF que atua como elemento integralizador, considerando como base a auto-avaliação.

A UFF desenvolve ações próprias de avaliação dos cursos de graduação, como a avaliação das disciplinas cursadas a cada período letivo, a avaliação institucional pelos discentes, realizada periodicamente, e o estudo do perfil dos alunos vestibulandos e ingressados. Essas três sistemáticas de avaliação, possibilitadas pelo IdUFF – Sistema de identificação única, geram dados que permitem ampliar o conhecimento acerca do ensino de graduação.

A Universidade também, atendendo ao que estabelece a Portaria Normativa do MEC Nº 40 de 12 de dezembro de 2007, realiza os procedimentos de protocolização e acompanhamento dos processos de reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos por intermédio do sistema eletrônico e-MEC, no âmbito da avaliação dos cursos de graduação pelo MEC.

No âmbito da Escola de Arquitetura e Urbanismo, existe a Comissão Permanente de Avaliação Local (CPA-TCA-UFF), criada conforme legislação pertinente e atuante desde 2013. É composta por docentes, discentes e técnicos administrativos. A ela compete conduzir os processos de auto-avaliação da unidade acadêmica, implementando ações que atendam aspectos de avaliação interna, locais e com a UFF, e avaliação externa.

No âmbito do Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo, existe o Núcleo Docente Estruturante-NDE, criado conforme legislação pertinente e atuante desde 2012. É composto pelo Coordenador do Curso e por docentes indicados pelos departamentos de ensino. Ele integra a estrutura de gestão acadêmica do curso de graduação, sendo corresponsável, juntamente com a Coordenação do Curso e com o Colegiado do Curso, pela elaboração, implementação, atualização e consolidação do Projeto Pedagógico, tendo como uma de suas atribuições a programação e supervisão das formas de avaliação e acompanhamento do curso.

Deve ser ressaltada a importância do papel da Coordenação do Curso como interface de relacionamento com os discentes, portadores de valiosas informações de avaliação sobre os processos de aprendizagem dos quais participam.

No que refere à avaliação da aprendizagem, o sistema estabelecido na UFF considera que a aprovação do aluno terá por base notas e freqüência. Encontra-se fixado no Regulamento dos Cursos de Graduação nas seções que tratam do Aproveitamento Escolar, da Reposição de Avaliação de Aprendizagem e do Regime Excepcional de Aprendizagem.

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